quarta-feira, 7 de abril de 2010

Arruma a tua mochila

A mochila



- Uma boa mochila deve...

ser confortável;
distribuir o peso sobre os pontos da coluna vertebral preparados para o suportar;
ajudar-nos a manter o equilíbrio, a evitar o cansaço e a aguentar durante mais tempo um peso sobre as costas;
garantir que o equilíbrio e suporte da mochila se dê na zona inter-escapular;
garantir que a repartição de peso seja feita na cintura e não nos ombros;

- Tipos de mochila

Mochilas de grande carga ou expedição - 70 a 85 Litros, utilizadas para acampamentos de mais de 3 noites ou raides de vários dias;
Mochilas de excursão ou fim de semana - 45 a 70 Litros de capacidade, utilizadas normalmente em acampamentos de até 3 noites;
Mochilas de ataque - 30 a 45 litros, utilizadas para raides sem acampamento;
Mochilas mini - até 30 Litros, saídas curtas;
Mochilas de escalada - mochilas pequenas, muito técnicas e resistentes.
Mochilas estanques - são totalmente estanques e submergíveis, pensadas para actividades em água, neve ou chuva intensa.

- Com a chuva

Se usares um "poncho" impermeável, cobrir-te-á a ti e à tua mochila;
Guarda todos os teus haveres em sacos de plástico, antes de os arrumares na mochila;

- O peso dentro da mochila

Grande parte das mochilas actuais possuem uma divisória na parte inferior que, normalmente, é usada para guardar o saco-cama ou roupa, que são coisas leves;
Os objectos mais pesados devem ser arrumados ao nível do centro de gravidade da pessoa, sensivelmente ao nível do umbigo, e o mais junto às costas possível, por causa do equilíbrio;
Uma mochila alta, com um centro de gravidade alto (que acontece quando arrumamos objectos pesados no cimo da mochila), pode provocar facilmente o desequilíbrio quando temos de saltar para transpor uma vala, baixarmo-nos, andar de lado, etc;
Deve-se ter cuidado para não sobrecarregar a mochila de um dos lados com coisas mais pesadas que do outro lado, pois assim fica em desiquilíbrio e prejudica a coluna vertebral;

- Arrumar a mochila

A regra nº1 para a arrumação da mochila é deixar à mão (em bolsos ou junto ao fecho ou tampa da mochila) os objectos que mais provavelmente virão a ser precisos, tal como o impermeável, a lanterna, o estojo de primeiros socorros, o mapa, merenda, etc.
Saco-cama e fato de treino, por exemplo, podem ficar no canto menos acessível da mochila;
A roupa, depois de dobrada, deve ser enrolada, pois assim enruga-se menos e permite arrumar melhor todo o interior;
Preenche todos os espaços vazios da mochila. Observa por fora se há zonas onde a mochila não fica bem preenchida no interior;
Não deixes pontas de objectos a saírem para fora da mochila. A ponta de um saco-cama mal arrumado pode prender-se num ramo e provocar um acidente desagradável;

- Colocar a mochila às costas

Para não forçar lateralmente a coluna, evitando assim risco de lesão, nem te desequilibrares, segue os passos seguintes (para uma mochila não demasiado pesada):
coloca a mochila em pé, encostada às tuas pernas, com as alças para fora;
passa as mãos por entre as alças e agarra na mochila pelos lados;
mantém as costas direitas, para não a forçar a coluna;
levanta a mochila até passar por cima da tua cabeça, dando uma volta de 360º e ficando às costas;
Para uma mochila muito pesada, o método mais aconselhável é:
coloca a mochila em cima de uma rocha elevada, muro, banco, mesa, etc., com as alças viradas para ti;
vira-te de costas para a mochila, enfia os braços nas alças e ajusta a tua posição, mantendo sempre as costas direitas;
com cuidado, por causa do esforço na coluna e mantendo esta sempre direita, afasta-te até ficar todo o peso da mochila em cima de ti, fazendo então os últimos ajustes;

- Ajustar a mochila

Ajusta o cinto: este existe para que uma grande parte do peso da mochila seja transferida para os quadris, aliviando bastante os ombros e a coluna. Importa ficar bem justo ao corpo;
Ajusta as alças de maneira a dar uma sensação de conforto, com pouco peso sobre os ombros e sem sentir a mochila a puxar-te para trás;
Ajusta as restantes fitas de maneira a que não sintas a mochila a balançar, mas sim bem ajustada ao corpo.

Este trabalho de pesquisa foi realizado pelo Escoteiro-Chefe de Grupo, António Jorge Barros Cardoso, do Grupo 230 de Caxias, da Associação dos Escoteiros de Portugal.

Divisões de um Grupo

Divisões
- Cada divisão, (Alcateia, Tribo de Escoteiros, Tribo de Exploradores e Clã), tem um plano trimestral de actividades que propiciam o desenvolvimento dos jovens em grupo e individualmente.
- Os escoteiros que estão englobados nas 4 divisões têm idades compreendidas entre os 6 e os 21 anos. Têm actividades adequadas às suas idades, como por exemplo, acampamentos, passeios, rappel, slide, concursos de culinária, jogos, canoagem, caminhadas e muitas mais. A formação escotista está sempre presente.


- Alcateia
A Alcateia é a divisão dos mais novos. É constituída por crianças dos 7 aos 10 anos. A estas crianças dá-se o nome de Lobitos, pois a mística desta divisão é a Selva segundo a História da Selva, que conta a vida duma criança criada com os lobos, baseada no Livro da Selva de Rudyard Kipling. Os Lobitos dividem-se por bandos mistos, podendo haver no máximo 4 bandos com as seguintes cores: Ruivo, Castanho, Branco, Preto e Cinzento. Cada bando pode ter entre 4 e 8 Lobitos (recomendado 6).
Tendo cada bando um Guia e um Sub-guia. Existe ainda o Guia de Alcateia que é o Guia mais experiente, normalmente é o mais velho e com mais formação, este ajuda todos os Lobitos nas suas tarefas.


- Tribo de Escoteiros
A Tribo Escoteiros é constituída por jovens dos 10 aos 13 anos (Escoteiros). Vive segundo a mística da aventura, tendo como pano de fundo as Tribos Indígenas. A Tribo Escoteiros pode ter no máximo 5 patrulhas, e estas têm um nome de um animal, e em cada uma delas 6 a 8 elementos.
Cada Patrulha tem um Guia e um Sub-guia, e também vários cargos, como Secretário (escreve as actas das reuniões de Patrulha, faz os relatórios), Tesoureiro (gere o dinheiro da Patrulha), Guarda-material (verifica e mantêm o material de Patrulha em condições de se utilizado), etc. Deste modo, os jovens aprendem a ser responsáveis e são imprescindíveis ao bom funcionamento da sua Patrulha.


- Tribo de Exploradores
A Tribo Exploradores é constituída por jovens dos 13 aos 17 anos (Exploradores). Vive segundo a mística do projecto, tendo como pano de fundo os Povos Exploradores. A Tribo Exploradores pode ter no máximo 5 patrulhas, cada uma delas com o nome de um animal e com 6 a 8 elementos.
Segundo o Sistema de Patrulhas cada elemento ocupa um cargo sob a sua responsabilidade. Existe o Guia que coordena e orienta e o Sub-guia que o ajuda na tarefa, assim como o Secretário responsável pela burocracia, o Tesoureiro pelo dinheiro, o Guarda-material pelo bom estado do material, e ainda outros cargos. Deste modo, os jovens aprendem a ser responsáveis e a tornar-se parte activa no funcionamento da Patrulha. Nesta divisão, as Patrulhas têm mais autonomia para elaborar actividades de Patrulha e de Tribo tendo assim a oportunidade de participar em actividades mais arrojadas.


- ClãO Clã é constituído por jovens dos 17 aos 21 anos (Caminheiros). A mística de todos os Clãs é o Caminho. Na fase em que estes jovens se encontram (entrada para a universidade, procura de emprego, etc), as escolhas que têm de fazer são muito importantes e vão influenciar a sua vida futura. Assim, cada Caminheiro deve esforçar-se por encontrar o seu próprio Caminho.
Para além das suas actividades e da sua formação, os elementos do Clã também ajudam as outras divisões de maneira a prepararem-se para um dia ascenderem à Chefia.

Este trabalho de perquisa, foi realizado pelo Escoteiro-Chefe de Grupo, António Jorge Barros Cardoso, do Grupo 230 de Caxias, da Associação dos Escoteiros de Portugal.

lista de material para cada patrulha

Lista de material:

-Tendas
-Bacia de lavar
-Lanterna
-Bilha de gás
-Escorredor
-Lonas
-Cantina, completa
-Colher de madeira
-Garfo e faca de cozinha
-Esfregão
-Travessas
-Abre-latas
-Panos de loiça
-Detergente para lavar loiça
-Fósforos
-Machado
-Caixa de primeiros-socorros
-Bandeirola de patrulha
-Pá-pica
-Serra
-Sisal
-Fogão para cozinhar
-Livro de jogos
-Livro de "fogo de conselho"
-Livro das receitas da patrulha

Este trabalho de pesquisa, foi realizado pelo Escoteiro-Chefe de Grupo, António Jorge Barros Cardoso, do Grupo 230 de Caxias, da Associação dos Escoteiros de Portugal.

Lista de Material para Acampamentos

Lista de material individual:

- Saco cama
- Colchão
- Lanterna
- Mochila
- Roupa de dormir (tipo fato de treino por exemplo)
- Muda de roupa interior e exterior
- Bolsa toilette: escova dentes, pasta, pente/escova, sabonete
- Fato de banho (para ir ao duche – só acampamentos de Verão)
- Toalha
- Agasalho (casaco polar do uniforme e gorro para quem já o tenha)
- Prato, garfo, faca e colher, caneca (inquebrável)
- Uniforme completo
- Cantil
- Faca ou canivete (excepto Lobitos)
- Caneta e bloco de notas
- Repelente contra os insectos
- Protector solar
- Comida a pedido da chefia
- Calçado confortavél
- Material de costura
- Impermeável
- T´shirt de campo

NOTA:

- Colchão: são aqueles rolinhos azuis que se vendem na secção de campismo dos hipermercados. Quanto mais simples, leves e baratos melhor.
- Prato e caneca: qualquer material desde que inquebrável. Preferência à caneca em vez de copo para não queimar os dedos com as bebidas quentes. Pratos em alumínio ou inox são mais fáceis de lavar do que em plástico.
- Todo o material e roupa devem estar marcados com o nome do escoteiro/lobito/caminheiro/chefe, bem à vista.

Este trabalho de pesquisa, foi realizado pelo Escoteiro-Chefe de Grupo, Antonio jorge Barros Cardoso, do Grupo 230 de Caxias, da Associação dos Escoteiros de Portugal.

ACAMPAMENTO da PÁSCOA - Alpedrinha


Nos dias 27 a 30 de Março de 2010, o grupo 230 de Caxias esteve a acampar em terras da Beira, desta vez escolheu Alpedrinha. O Local do acampamento era muito bonito, com vista sobre a vila e a planície, só a chuva o frio e o vento forte estragaram algumas das actividades programadas. Agradecemos ao agrupamento do CNE de Alpedrinha, o "jogo de vila" feito para a tarde de domingo e foi um bom convivio entre as duas associações escotistas.

Os escoteiros querem voltar a acampar em Alpedrinha.

O Grupo 230 agradece, ao Sr. Presidente da JF de Alpedrinha pela ajuda do arranjo do caminho até ao local do acampamento, agradecemos ao Sr. Arq. Valente, por nos ter deixado acampar nos seus terrenos, à CMO, JF de Caxias e Unidos Caxienses, pelos meios de transportes.Todos os escoteiros agradecem à Maria José, pela grande ajuda que nos deu no acampamento da Páscoa.

Campo da Chefia e Alcateia
Campo das Tribos



Pórtico de entrada em campo

Picadeiro


"Jogo na Vila"
Almoço
"O músico de campo"
teatro
"Adoro beber água da chuva"

terça-feira, 6 de abril de 2010

Robert Moreton

                                                           Roberto Moreton


Roberto Moreton, com António Sá de Oliveira e Alvaro Cardoso de Melo Machado foram os pioneiros do escotismo em Portugal.


Roberto  Moreton era filho do reverendo Robert Hawkey Moreton e de Agnes Moreton, casal missionário metodista de origem inglesa em Portugal, que se radicou no Porto em 1871. Robert, (filho) faleceu em 20 de Setembro de 1936, estando sepultado no Cemitério dos ingleses, em Lisboa.


Casou com Laura Júlia Mange em 1 de Setembro de 1905. Deste casamento só há registo do nascimento de um filho, Ernesto Moreton, que faleceu em 23 de Fevereiro de 1909.




Foi, durante alguns anos, secretário da Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira em Lisboa. Fez parte, por muitos anos, da direcção da União Cristã da Mocidade do Triangulo Vermelho e do Grupo nº 1 da Associação dos Escoteiros de Portugal. Foi no ano de 1912 que foi criada a 1ª patrulha no Grupo nº 1, na União Cristã da Mocidade de Lisboa (no dia 9 de Abril) com Roberto Moreton, Rodolf Horner (missionário suíço a quem é igualmente atribuída a tentativa de difundir o esperanto na sociedade portuguesa) e Eduardo Moreira (pastor congregacional). O Escotismo ganhou em 1913 a sua própria associação (AEP).

Foto do 1º Grupo em 1913
A Ligação embrionária do protestantismo português ao escotismo é igualmente testemunhado pelo facto de, ainda hoje, encontrarmos os primeiros grupos da AEP nas antigas Igrejas Evangélicas portuguesas, contudo a AEP é actualmente uma associação universalista e interconfessional.
Em 1921, sai editado pelo Grupo nº 1 o “Sempre Pronto”, jornal de escoteiros e para escoteiros.

Em 1922, passados apenas 9 anos da criação do 1º Grupo, é criado o Grupo 23 da AEP, no Mirante, Porto.

Em 1925 a AEP recenseia 1.100 escoteiros, sem contabilizar os dirigentes divididos por cerca de 60 grupos em Portugal e nas Colónias.


ESCOTEIROS - Decreto n.º 3 120-B, de 10.05.1917 - Aprova o regulamento da Associação dos Escoteiros de Portugal, anexo ao mesmo decreto. (DG n.º 71, I Série, 10.05.1917) (Revogado pelo Decreto n.º 8 132, de 08.05.1922 - DG n.º 88, I Série,

08.05.1922). (M.Guerra). Considerando que o escotismo é uma escola de formação do carácter e um meio valioso para preparar a mocidade para o desempenho dos seus deveres para com a Pátria e para com a Humanidade, como tem sido provado nos países em que a instituição se tem desenvolvido; Considerando que o estabelecimento e a generalização desse sistema em Portugal seria um dos melhores processos de avigorar as qualidades da raça portuguesa e de conduzir o País, pelo aperfeiçoamento dos seus homens do futuro, ao grau de prosperidade e grandeza que constitui a suprema aspiração da República e de todos os verdadeiros patriotas: (...) Atendendo aos resultados que a Associação dos Escoteiros de Portugal tem conseguido alcançar e as provas concludentes que esta instituição tem dado sobre a sua capacidade para estabelecer e difundir o Escotismo pelo país, como bem o demonstram os actos de abnegação, coragem e patriotismo praticados pelos seus escoteiros, principalmente por ocasião da revolução de 14 de Maio e nos incêndios do Depósito de Fardamentos e da Escola Naval, actos que têm merecido da parte do Governo e outras entidades oficiais as mais elogiosas referências; Considerando ainda que, embora não sendo uma instituição de carácter militar, o Escotismo é um dos melhores processos de preparar a mocidade para o desempenho dos seus deveres militares, contribuindo assim de um modo muito proveitoso para a realização do programa militar que a República estabeleceu; (...)

O Grupo 230 de Caxias, agradece a ajuda de Vera Cardoso na construção das páginas com as biografias das três personagens pioneiras do escotismo em Portugal.

Conselho de Baden-Powell aos Guias

Conselho de BP para os Guias


“De nada serve terdes um ou dois rapazes excelentes, se o resto não prestar para nada.
Deveis procurar torná-los a todos razoavelmente bons. O meio mais eficaz para o conseguir é o vosso próprio exemplo, porque o que vós mesmos fizerdes os vossos Escoteiros o farão também.


Lembrai-vos de que os haveis de guiar e não empurrar."